EMPRESAS BUSCAM SAÍDA COM "EUROBÔNUS"

Os empresários brasileiros sufocados pela recessão, juros altos e escassez de empréstimos contam agora com uma fonte de financiamento com juros fixos e prazos mais longos. Recursos externos da ordem de US$1,1 bilhão entraram no Brasil nos últimos três meses para serem repassados às empresas nacionais e multinacionais com prazo médio de dois anos e meio. Esse é o resultado da intensa atividade de bancos brasileiros no mercado de "eurobônus"-- notas promissórias em dólares registradas em Londres (Inglaterra)--, a nova moda do mercado financeiro. Os recursos captados junto a investidores estrangeiros estão sendo repassados no Brasil na forma de operações de empréstimos bancários regulados pela Resolução 63 do Banco Central. Os bancos brasileiros estão repassando a seus clientes os recursos captados com a emissão de "eurobônus" a taxas de juros entre 17% e 20% por ano, com um prazo de resgate de dois anos e meio. Isso se compara com a taxa de juros real de cerca de 40% por ano para empréstimos de curtíssimo prazo no mercado financeiro brasileiro. Os lançamentos dos "eurobônus" do Brasil neste ano foram os seguintes: Maxion-Iochpe (US$46 milhões), Inter Americano (US$50 milhões), Banco Icatu (US$12 milhões), PETROBRÁS (US$112 milhões), Citibank (US$50 milhões), Lloyds (US$10 milhões), COPENE (US$65 milhões), Banco Real (US$100 milhões), Banco Nacional (US$100 milhões), Banco América do Sul (US$50 milhões), Garantia (US$45 milhões), Inpacel (US$100 milhões), BCN/Barclays (US$50 milhões), Multiplic (US$50 milhões), Bozano, Simonsen (US$40 milhões), Klabin (US$60 milhões), Banco do Brasil (US$100 milhões) e Banco Bamerindus (US$50 milhões) (FSP).