PAIS SE UNEM E ABREM ESCOLAS MAIS BARATAS

A união de pais de alunos para formar cooperativas de ensino-- uma reação aos preços extorsivos e à qualidade nem sempre correspondente das escolas particulares-- deixou de ser uma iniciativa isolada para se disseminar por todo o país. Em Salvador (BA) já são 14 as escolas administradas por cooperativas de pais e em Minas Gerais foram inauguradas, este ano, quatro colégios desse tipo. Três clubes esportivos de Recife (PE) cederam espaço para o funcionamento de escolas, onde as crianças passam oito horas por dia e praticam esportes. Em Fortaleza (CE), os pais inconformados com a derrota de uma ação judicial contra aumentos abusivos criaram a Escola Arminda Araújo, na qual decidem até os investimentos a serem feitos. Além da mensalidade mais barata, essas escolas oferecem salários melhores para os professores, melhor qualidade do ensino e não cobram as taxas extras de material. Desde fevereiro, as cooperativas contam com linha de crédito aberta pelo Banco do Brasil. O banco é conhecido das cooperativas desde que um grupo de funcionários criou uma escola em Itumbiara (GO), há três anos. A cooperativa de ensino é uma idéia que está se consagrando como a única alternativa das famílias de classe média que não encontram vagas na rede pública e não podem esperar que o governo controle os abusos nas mensalidades (JB).