A Procuradoria Geral da República não apresentou novas provas e fatos para reiterar seu pedido de abertura de processo criminal contra o ex- presidente Fernando Collor, Paulo César Farias, Cláudio Vieira e outros seis acusados. Na contestação que entregou ontem ao Supremo Tribunal Federal (STF), a Procuradoria tenta desmontar a defesa prévia dos denunciados com os argumentos já apresentados na própria denúncia. O procurador-geral, Aristides Junqueira, não pediu o sequestro de bens de nenhum dos acusados. Também não repetiu o pedido de prisão preventiva que havia feito contra PC, Vieira e Roberto Maciel (motorista de PC). Na vez anterior, o pedido foi negado pelo STF. Na parte específica sobre cada um dos acusados, a Procuradoria cita novamente as provas sobre a migração de dinheiro das contas dos "fantasmas" para a conta de Ana Acioli-- que pagava as despesas de Collor. Coloca em dúvida a "Operação Uruguai" e realça as provas documentais-- particularmente as grafotécnicas-- que demonstram ser as secretárias de PC e o piloto Jorge Bandeira as encarnações dos "fantasmas". As declarações de bens dos acusados e de suas empresas continuam chegando à Procuradoria. Na próxima semana, Junqueira e sua equipe começam a trabalhar sobre essas informações para então requerer o sequestro (FSP).