Pesquisadores da FIOCRUZ (Fundação Oswaldo Cruz), no Rio de Janeiro, desenvolveram "kits" para o diagnóstico precoce da hanseníase (lepra), o que, entre outras coisas, evitará o surgimento de lesões irreversíveis nos afetados. A técnica, com base na engenharia genética, poderá desvendar o ciclo de transmissão da doença, ainda um mistério para os cientistas de todo o mundo. A partir da análise de amostras de poeira em utensílios domésticos, do chão e das paredes das casas de doentes, os pesquisadores da FIOCRUZ pretendem determinar como ocorre a contaminação de pessoas sadias. A FIOCRUZ também conseguiu isolar três proteínas da mycobacterium leprae, que estão sendo testadas pela OMS (Organização Mundial de Saúde) para a produção de uma vacina contra a doença. A velocidade ascendente de contaminação por lepra no Brasil-- 6% ao ano-- é quase três vezes maior que a taxa anual de crescimento populacional (2,5%). A cada 17 minutos é descoberto um novo caso no país, que perde apenas para a Índia em número de doentes-- há quatro anos eram necessários 25 minutos para que surgisse um novo caso. Para cada grupo de mil brasileiros, dois são hansenianos, taxa 20 vezes maior que a de países desenvolvidos (O Globo).