TRABALHADORES PODERÃO TER PARTICIPAÇÃO MAIOR NA CSN

O presidente da Comissão de Desestatização, André Franco Montoro Filho, informou ontem que o governo poderá mudar os critérios de venda da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), para permitir maior participação dos trabalhadores na empresa. O governador do Rio de Janeiro, Leonel Brizola (PDT), apresentou ontem ao governo federal uma proposta para manter o "controle social" da CSN, cujo leilão de privatização está marcado para o dia dois de abril. Brizola quer que o controle da empresa seja dividido entre os trabalhadores, os fundos de pensão e o governo do Estado do Rio de Janeiro, através do BANERJ, o banco do estado. O governo federal pretende analisar a proposta, mas não admite mudar a data do leilão nem o preço mínimo de venda, fixado em US$1,6 bilhão. Brizola mostrou-se preocupado com a possibilidade de o governo exigir uma quantia muito alta em cruzeiros e considerou indispensável a permissão para que os fundos de pensão participem dos leilões das estatais. Montoro Filho disse que defenderá a volta dos fundos de pensão aos leilões, desde que limitada a 40% das ações a serem ofertadas. Pela proposta de Brizola, o governo do Rio entrará com 10% através do BANERJ e os funcionários da CSN terão direito a 30% das ações a serem ofertadas (O Globo) (JB).