O Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu ontem manter a pena de 19 anos de prisão imposta ao fazendeiro Darly Alves da Silva, pelo Tribunal do Júri de Xapuri (AC), como mandante do assassinato do líder seringueiro Chico Mendes, ocorrido em dezembro de 1988. A sentença havia sido anulada em segunda instância pelo Tribunal de Justiça do Acre, que considerou não existirem provas suficientes para condenar o fazendeiro, que se encontra foragido. Darly fugiu em fevereiro da Penitenciária de Rio Branco (AC), em companhia de seu filho Darci, também condenado a 19 anos de reclusão, pois confessou ter praticado o crime. Por unanimidade, os ministros do STJ entenderam que os depoimentos de três testemunhas ouvidas pelo tribunal de júri constituem provas suficientes para sustentar a sentença. Com a reafirmação da sentença, a polícia do Acre deve redobrar os esforços para capturar o fazendeiro e seu filho (O ESP).