Preparar o noroeste gaúcho para concorrer no MERCOSUL, retomar o crescimento regional, cuja participação no PIB estadual de US$32,2 bilhões caiu de US$1,12 bilhão, em 1984 (3,5% do total) para US$354 milhões em 1991 (1,1%) e buscar a duplicação, em dois a três anos, da atual renda per capita dos 700 mil habitantes, que é de US$1.800 para aproximá-la dos US$3.514 de renda per capita obtida pelos demais conterrâneos do Rio Grande do Sul são os principais propósitos do Programa de Desenvolvimento Integrado da Região das Missões, Grande Santa Rosa e Celeiro do Rio Grande do Sul. Uma consulta prévia foi encaminhado ao Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) no último dia 20. Orçado em US$204,86 milhões-- US$40 milhões de investimentos públicos e o restante captado junto à iniciativa privada--, o projeto prevê, num prazo entre três e cinco anos, medidas que visam beneficiar 49 mil produtores (área de até 25 hectares). Todos esses investimentos seriam captados pelo setor privado, enquanto o poder público investiria em habitação popular (cinco solicitações envolvendo US$10,2 milhões do total), criação de 25 patrulhas mecanizadas (US$9,3 milhões no total) e, ainda, a construção de escolas comunitárias, usinas de lixo, poços artesianos e viveiro de mudas (GM).