MAIORIA DA FRENTE PRESIDENCIALISTA SE OPÔS À DIRETAS-JÁ

Dos 19 parlamentares da Frente Parlamentarista que, em 1984, eram deputados federais, 11 (57%) contribuíram de alguma maneira para derrotar a emenda Dante de Oliveira, que reestabelecia a eleição direta para a Presidência da República. Dos 11, seis votaram contra e cinco não compareceram ao plenário para votar. Entre os votos contrários estava o do coordenador- geral da frente, senador Marcos Maciel (PFL-PE). Os outros oito eram favoráveis às diretas-já. A manutenção das eleições diretas para a Presidência é o principal argumento dos presidencialistas na campanha para o plebiscito de 21 de abril. Na campanha, os defensores do presidencialismo têm mostrado cenas dos comícios da campanha das diretas-já. A emenda Dante de Oliveira recebeu a maioria dos votos dos deputados em plenário, mas foi derrotada porque não teve dois terços de votos favoráveis na Câmara. Entre os integrantes da Frente Parlamentarista Ulysses Guimarães, o placar pró-Dante de Oliveira é mais favorável: dos 48 parlamentares que, na época, eram deputados, 35 (73%) votaram a favor, dois votaram contra, 10 não compareceram ao plenário e um se absteve. Sete parlamentares assinaram a ata de fundação da Frente Parlamentarista Monárquica: destes, três eram deputados federais em 1984, dos quais dois não foram ao plenário no dia da votação-- um deles, o líder dos monarquistas, deputado Cunha Bueno (sem partido-SP). O único a votar a favor foi José Lourenço (PDS-BA). Apesar de ter assinado a ata dos monarquistas, José Lourenço se filiou à frente parlamentarista (FSP).