O IBASE (Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas) montou uma equipe para acompanhar a discussão e votação do Orçamento Geral da União no Congresso Nacional. "As primeiras conclusões são desalentadoras: o espaço garantido aos parlamentares pela Constituição de 1988, que acabou como mecanismo de aprovação e rejeição automática herdado do regime militar, tem sido aproveitado prioritariamente em favor dos interesses pessoais de deputados e senadores". O despreparo da maior parte das relatorias, encarregadas de analisar 75
72953 mil emendas em prazos irreais (três dias), chega a estarrecer. Ministro da Educação do governo Collor, o deputado Heraldo Tinoco (PFL-BA) resolveu harmonizar o número de emendas e a exiguidade de recursos dividindo os Cr$82 bilhões disponíveis pelo número de parlamentares proponentes, chegando a Cr$250 milhões para cada um (Relatório Reservado no.1354).