GOVERNO PRIVATIZA A POLIOLEFINAS

Após uma batalha jurídica, só encerrada às 19h30 de ontem na Bolsa de Valores do Rio de Janeiro (BVRJ), o grupo Odebrecht arrematou os 31,47% do capital da POLIOLEFINAS por US$86,1 milhões, preço mínimo estipulado pelo governo. O leilão foi o primeiro após uma interrupção de três meses no programa de privatização, determinada pelo presidente Itamar Franco. Pelas regras exigidas para a venda, a Odebrecht terá que desembolsar 30% do preço (US$25,8 milhões) em cruzeiros e o restante nas chamadas "moedas podres". A Unipar, também sócia da POLIOLEFINAS, já manifestou interesse em adquirir metade do total arrecadado, exercendo o direito de preferência de compra até 25 de maio próximo. A batalha judicial em torno do leilão começou quando o juiz da 18a. Vara Federal do Rio de Janeiro, Siqueira Regueira, concedeu liminar ao Sindicato dos Petroquímicos do Rio suspendendo a operação. Segundo o juiz, não se sabe quais são os donos das ações da empresa e, por isso, o seu edital de privatização tornou-se falso. A liminar foi cassada pelo presidente do Tribunal Regional Federal (TRF), Paulo de Freitas Barata. Do lado de fora da Bolsa de Valores, manifestantes estenderam uma faixa com os dizeres Privatização gera corrupção (JB) (O ESP).