O Tribunal de Contas da União (TCU) condenou ontem o advogado preso por fraudes contra a Previdência Social Ilson Escóssia da Veiga e outros cinco envolvidos a devolverem aos cofres públicos Cr$20,3 bilhões, no prazo de 15 dias, acrescidos de juros e correção monetária a partir de março de 1991, quantia correspondente à indenização fraudulenta obtida no INSS. Além de Escóssia, terão que devolver a quantia o ex-procurador geral do INSS no Rio de Janeiro, Sérgio Jardim de Bulhões Sayão, que também está preso, os procuradores João Carlos Cantanhede Lopes Cardoso e René Manoel da Silva Gomes, o funcionário do INSS Adalto Rodrigues e o tratorista Alaíde Fernandes Ximenes, que teria recebido parte da indenização de Cr$20,3 bilhões, a maior já paga pela Previdência em ações por acidente de trabalho. Sayão e os outros dois procuradores do INSS autorizaram o pagamento da quantia a Escóssia enquanto Adalto Rodrigues foi o funcionário responsável pela publicação da autorização do pagamento em um documento interno do INSS. A denúncia ao TCU foi apresentada pela deputada federal Cidinha Campos (PDT-RJ). Os bens dos seis condenados estão bloqueados por determinação da Justiça desde maio de 1991, quando a fraude foi descoberta. Os seis respondem a outra ação de ressarcimento, na 14a. Vara Federal do Rio de Janeiro, movida pelo INSS. Apenas Escóssia e Sayão foram condenados criminalmente, em julho de 1992, e estão cumprindo pena no 12o. BPM, em Niterói (RJ) (O Globo).