ESQUEMAS PP E PC ERAM UMA QUADRILHA SÓ

Os esquemas do ex-secretário de Assuntos Estratégicos Pedro Paulo Leoni Ramos, o PP, e do ex-tesoureiro Paulo César Farias, o PC, para o tráfico de influência em ministérios, empresas estatais e autarquias, durante o governo Collor, tinham vinculação entre si. A afirmação consta do relatório conclusivo apresentado ontem pelo senador Cid Sabóia (PMDB-CE) aos integrantes da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que apurou a atuação de PP na PETROBRÁS e em fundos de pensão das estatais. Entre os envolvidos com o esquema PP, Sabóia aponta Lafayete Coutinho, ex- presidente do Banco do Brasil, Leopoldo Collor, irmão mais velho do ex- presidente Fernando Collor, e Nélson Tanure, amigo da então ministra da Economia, Zélia Cardoso de Mello. O relatório descreve operações envolvendo os fundos de pensão e a PETROBRÁS, mas evita conclusões diretas. Segundo o senador, caberá à Procuradoria-Geral da República decidir sobre a continuação das investigações e o indiciamento das pessoas citadas. Num anexo reservado, o relatório relaciona depósitos superiores a US$1 mil em contas de ex-altos funcionários federais e dirigentes dos fundos de pensão (JC) (O Globo).