ITAMAR TEME OPOSIÇÃO PÓS-PLEBISCITO

Segundo as informações, o presidente Itamar Franco receia ser abandonado pelos partidos que dão sustentação ao governo depois do plebiscito de 21 de abril. Na avaliação do presidente, a votação dará início à campanha presidencial de 1994. Junto com ela, viriam os ataques ao Planalto. Itamar começou a considerar a possibilidade de promover uma reforma ministerial entre maio e junho, a fim de adequar a sua equipe à realidade pós- plebiscito. Ainda de acordo com as informações, o presidente e seus assessores mais próximos temem que a base de sustentação fique limitada ao grupo do PFL, controlado pelo senador José Sarney; à ala moderada do PMDB e a ex-colaboradores de Collor de Mello. Os assessores do presidente acreditam que Orestes Quércia (PMDB), Luís Inácio Lula da Silva (PT), Tasso Jereissati (PSDB) e Leonel Brizola (PDT) trocariam o discurso colaboracionista pela oposição aberta (FSP).