A quebra do sigilo bancário de diretores de fundos de pensões das empresas estatais envolvidas com o "esquema PP" mostrou que praticamente todos receberam depósitos muitas vezes superiores aos seus salários durante o período em que Fernando Collor de Mello foi presidente e Pedro Paulo Leoni Ramos, o PP, chefiou a SAE (Secretaria de Assuntos Estratégicos). A listagem dos depósitos foi liberada pelo Banco Central, a pedido da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) que investigou o assunto. O caso mais gritante é o de Cláudio Scafuto, diretor de Administração e Patrimônio da Funcef, o fundo dos funcionários da CEF (Caixa Econômica Federal). Entre 15 de janeiro de 1990 e 28 de outubro de 1992, ele teve o equivalente a US$592,59 mil depositados nas contas na própria CEF. Se ele tivesse como fonte de renda apenas os salários, os depósitos dificilmente ultrapassariam US$120 mil (O ESP).