A Federação da Produção, da Indústria e do Comércio do Paraguai (Feprinco), mais importante entidade do empresariado do país, anunciou ontem a retirada de seus representantes das discussões dos subgrupos de trabalho do MERCOSUL, em protesto contra a elevação da taxa de estatística, promovida pela Argentina em outubro de 1992. Os representantes da Feprinco já não estarão na reunião do subgrupo de política trabalhista, marcada para a próxima semana, em São Paulo, e se retiraram também dos subgrupos das áreas rural e industrial. Um porta-voz da chancelaria paraguaia disse que, a qualquer momento, poderiam ser retirados também os representantes do setor oficial. O chanceler paraguaio, Alexis Frutos Vaesken, disse que a Argentina deve diminuir imediatamente a taxa de estatística, elevada de 3% para 10%, encarecendo os produtos importados, para evitar prejuízos aos parceiros do MERCOSUL. Afirmou ainda que a elevação da taxa violou o Tratado de Assunção e constitui uma restrição ao comércio regional (GM).