O presidente Itamar Franco decidiu fixar em 30% a parte que deverá ser paga em dinheiro para a compra da POLIOLEFINAS no leilão de privatização da empresa, marcado para amanhã. O governo definiu em US$86,1 milhões os 31,7% que detém da empresa. Com este valor fixado, o governo deve receber, no mínimo, US$25,8 milhões em dinheiro e o restante poderá ser pago com outros tipos de moedas. O percentual definido pelo governo é superior aos 17% indicados pela Comissão de Desestatização. Também está mantido o leilão da CSN (Companhia Siderúrgica Nacional) para o dia dois de abril, mas o percentual de cruzeiros ainda não foi estabelecido. O BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) confirmou ontem a abertura de uma sindicância para apurar denúncias do presidente da CSN, Sebastião Faria, de que houve irregularidades nas avaliações da empresa e que seu preço mínimo (US$1,59 bilhão) foi fixado em reunião secreta. O presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Volta Redonda (RJ), Luiz de Oliveira Rodrigues, está negociando com o governo do estado uma ação conjunta para que os empregados da CSN, mais a CBS (o fundo de pensão da estatal) e o governo do Rio de Janeiro controlem o capital da empresa, ou uma fatia decisiva dele, após a privatização (FSP).