A Agência Ambiental do Japão anunciou ontem que vai destinar US$850 mil para que pesquisadores japoneses e brasileiros realizem, durante quatro anos, o maior estudo sobre a contaminação por mercúrio dos rios da bacia amazônica. O trabalho-- fruto de contatos iniciados durante a Rio-92-- será feito pelo Instituto Nacional da Doença de Minamata (moléstia causada pelo mercúrio) e pelo Instituto de Biofísica da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). A pesquisa, que terá início em julho, pretende identificar a bactéria que, nos rios, transforma o mercúrio inorgânico (metálico) no metil mercúrio (orgânico, 100 vezes mais tóxico) e determinar o nível de contaminação da população das regiões mais afetadas (dois milhões de pessoas). A poluição por mercúrio é decorrente da atividade garimpeira, que já teria lançado duas mil toneladas desse metal pesado no meio ambiente (O Globo).