PM EXPULSA SEM-TERRA NO RIO DE JANEIRO

Três pessoas ficaram feridas e uma foi presa durante a expulsão, pela Polícia Militar, de sem-terra que ocupavam, há dois anos, uma área da Via Parque, na Barra da Tijuca, zona norte do Rio de Janeiro (capital), considerada de proteção ambiental. A PM havia sido convocada para realizar a operação no último dia 12, mas a adiou para ontem. Informaram aos bandidos que o esconderijo seria cercado", disse, com ironia, o prefeito César Maia (PMDB). Ele assumiu a responsabilidade pela expulsão e acusou a Secretaria Estadual de Habitação e Assentamentos Humanos de "conhecida promotora de invasões". O coronel Contreiras, do 18o. BPM (Jacarepaguá), negou que a Polícia Militar houvesse avisado aos sem-terra que iria expulsá-los. A expulsão foi feita com muita violência. Trinta soldados da tropa de choque da PM usou cassetetes e bombas de gás lacrimogêneo para responder às barricadas e pedradas dos sem-terra. Foram derrubados 30 muros e retirados os alicerces de casas em construção. No local moravam 85 famílias, que serão transferidas para Jacarepaguá, também na zona norte da cidade. A deputada federal Regina Gordilho, que esteve no local para defender os sem-terra e acabou sendo algemada pela polícia, entrou na Procuradoria-Geral do Estado com representação contra o vice-prefeito, Gilberto Ramos, que conduziu a operação. Ela pede que seja instaurado processo criminal por abuso de autoridade (JB) (O Globo).