Um rateio de Cr$16 trilhões entre as emendas apresentadas pelos 584 deputados e senadores para execução de obras públicas, decidido na madrugada do último dia 14, vai atrasar em pelo menos mais uma semana a aprovação pelo Congresso Nacional do Orçamento Geral da União. Em situação normal, ele deveria ser votado até 31 de dezembro do ano passado. O rateio foi a solução encontrada para que a Comissão de Orçamento aprovasse, no último dia de prazo regulamentar, o relatório do senador Mansueto de Lavor (PMDB-PE). Cada parlamentar receberá cerca de Cr$27 bilhões para suas emendas. "É uma situação absurda, que tentaremos derrubar quando o texto chegar ao plenário do Congresso", afirma o deputado Paulo Bernardo (PT-PR), representante na comissão do único partido contrário ao acordo. O remanejamento também contemplará a reposição de mais Cr$25 trilhões para os ministérios da área social por pressão do PSDB, PSB e PT (O Globo).