O ex-presidente Fernando Collor de Mello e o ex-caixa de sua campanha eleitoral, Paulo César Farias, o PC, acumularam, segundo cálculos de Pedro Collor, irmão caçula do ex-presidente, aproximadamente US$1 bilhão (Cr$22 trilhões pelo câmbio comercial), obtidos com desvio de recursos públicos, extorsão de empresários, tráfico de influência e outras práticas criminosas. Apenas parte desse dinheiro-- algo como 20%-- teria sido usada em demandas jurídicas e nas despesas que os dois tiveram de arcar desde a abertura do processo de Impeachment". Os US$800 milhões restantes estariam distribuídos em contas bancárias de paraísos fiscais e em empresas "offshore" (de fachada), aos cuidados de testas-de-ferro do esquema PC (O ESP).