Com 82,56% do total de votos e 86% dos válidos, a Força Sindical, central presidida por Luiz Antônio de Medeiros, ganhou as eleições para o Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo, o maior da América Latina, realizada de oito a 11 de março. De um total de 65.420 votos, a Chapa 1 levou 54.013. A Chapa 2, da Central Única dos Trabalhadores (CUT), teve 5.946 votos (9,5% dos válidos). A Chapa 3, da Central Geral dos Trabalhadores (CGT), teve 2.819 votos (4,5% dos válidos). Os nulos totalizaram 1.925 e os brancos, 717. Foi uma vitória maior do que a esperada. O sindicato é agora uma
72828 fortaleza inexpugnável da Força Sindical, afirmou Medeiros, que será pela terceira vez o presidente da entidade. Mauro Farabotti, presidente da Comissão de Fábrica da Autolatina e da Chapa 2, comemorou a vitória na empresa, com 60% dos votos válidos. Ele atribuiu a derrota da CUT ao processo eleitoral antidemocrático. Segundo ele, os estatutos feitos pela diretoria não deram tempo hábil para a sua chapa fazer campanha. Medeiros já avisou que vai deixar o sindicato daqui a um ano. Se o parlamentarismo ganhar em plebiscito, Medeiros pode se candidatar a deputado-- pelo PMDB ou PSDB. Caso contrário, ele se afastará para se dedicar à Força Sindical. O 1o. vice-presidente eleito da entidade, Paulo Pereira da Silva, o "Paulinho", pode se tornar o presidente (FSP).