NOVO INSTITUTO QUER RESGATAR A DÍVIDA SOCIAL

Acima das dívidas pública e externa, a dívida social. O empobrecimento da população e a necessidade de mudança na gestão de fundos como o FGTS, o INSS e o PIS/Pasep foram os temas predominantes na cerimônia de lançamento do Instituto Atlântico, ontem no Rio de Janeiro (RJ). Formado por uma equipe que reúne o economista Paulo Rabello de Castro, da FGV, o presidente da Montreal Informática, Thomaz Magalhães, e o empresário Paulo Brito, do grupo Cotia, o instituto já tem pronto o Programa de Estabilização com Crescimento (PEC), de combate à inflação e retomada do desenvolvimento. O instituto é uma nova versão do Movimento Pensa Brasil, entidade apartidária que pretende enviar sugestões para a reforma constitucional. O objetivo principal do programa é resgatar a chamada dívida social, calculada em mais de US$300 bilhões. "As linhas gerais do nosso programa são o fim dos monopólios e da reserva de mercado, a livre concorrência e a independência do Banco Central", afirmou o presidente do Instituto, Thomaz Magalhães. Paulo Rabello de Castro disse que, na década de 80, enquanto o país discutia a dívida externa, a população ficava mais pobre. Lembrou que o "índice de bem-estar social" foi reduzido à metade em 10 anos. Para mudar esse quadro, o economista diz que é preciso desatar o nó das contas públicas. E esse processo inclui a privatização da PETROBRÁS, com a participação dos trabalhadores. Outro ponto defendido pelo Instituto é uma ampla reforma tributária, com a adoção de um regime simplificado (O Globo).