Redução de emprego, com aumento de salário e de produtividade. Este é o retrato do que aconteceu na indústria no ano passado. Enquanto o nível de emprego caía 7,6% no parque industrial do país-- igual nos 70--, o salário médio real (descontada a inflação) crescia 12,8% e a produtividade outros 3,1%. Os números foram divulgados ontem pelo IBGE, que dá duas explicações para o fato de os rendimentos terem ganho da inflação, apesar da recessão: maior indexação dos salários do setor e elevação de sua média em função da demissão de empregados que ganhavam menos. A taxa de redução no Rio de Janeiro foi de 11,5%, a maior entre as regiões pesquisadas, e a de São Paulo, de 9,5%. Quanto ao salário contratual médio real, o crescimento em 1992 praticamente repetiu o registrado em 1986 (12,5%). Já o aumento de produtividade é superior a de anos anteriores, mas está bem abaixo da taxa recorde de 10,8%, obtida em 1991 (O Globo).