Desde a rebelião ocorrida em outubro de 1992, 69 adolescentes foram vítimas de agressões e espancamentos em unidades da FEBEM (Fundação do Bem-Estar do Menor). A Promotoria da Infância e da Juventude de São Paulo pediu a abertura de inquéritos policiais para apurar as denúncias, feitas pelos adolescentes nos últimos meses no S.O.S. Criança. As denúncias de agressões e espancamentos reforçam a tese da volta da chamada "linha dura" à FEBEM, de acordo com entidades do Fórum Estadual dos Direitos da Criança e do Adolescente. Segundo as entidades, pelo menos quatro dos novos diretores que assumiram cargos na FEBEM em janeiro seriam identificados com a ação repressiva que vigorava na instituição até o início do governo Montoro, em 1983. As 69 denúncias mostram que a violência aumentou depois da rebelião, segundo a promotora Liliana Mercadante Mortari (FSP).