A tomada do Palácio do Planalto pela "República de Juiz de Fora" pode ser medida em milhões de dólares: quando o Orçamento Geral da União para 1993 chegou à Câmara dos Deputados, ainda no governo de Fernando Collor, Minas Gerais não contava com um centavo para a construção de rodovias federais. Após as negociações na Comissão Mista de Orçamento, já sob o governo de Itamar Franco, os mineiros passaram a campeões de verba: estão destinados ao estado US$82,65 milhões, ou 21,8% dos recursos para novas estradas. Somadas as verbas para restauração, duplicação e conservação, Minas Gerais vai virar uma festa para as empreiteiras: receberá nada menos do que US$396 milhões, quase 1/4 do que o DNER terá para todo o país neste ano. O Orçamento Geral da União, que deve ser aprovado nesta semana, prevê para São Paulo 6,75% (US$112,9 milhões) do bolo; Bahia, 6,33% (US$105,9 milhões); Rio Grande do Sul, 5,84% (US$97,75 milhões); Alagoas, 0,56% (US$9,3 milhões); e Distrito Federal, 0,03% (US$424 mil (O ESP).