O COMÉRCIO COM ARGENTINA, PARAGUAI E URUGUAI

O Brasil acumulou no ano passado um saldo comercial recorde de US$1,913 bilhão com os demais países que compõem o MERCOSUL, resultado de exportações de US$4,12 bilhões e importações de US$2,21 bilhões, que, somadas, representam uma corrente de comércio intra-regional de US$6,34 bilhões, em níveis também jamais alcançados. Com isso, o MERCOSUL conquistou uma participação de 11,4% no total das exportações brasileiras de 1992 e uma presença de 10,8% na totalidade das importações do Brasil, destacando-se, dessa forma, enter os nossos principais parceiros comerciais. As estatísticas recém-concluídas pelo Departamento Técnico de Intercâmbio Comercial (DTIC) destacam, ainda, o desempenho inédito nas relações comerciais Brasil-Argentina. Com a Argentina, isoladamente, o superávit na balança comercial brasileira atingiu, no ano passado, US$1,382 bilhão, invertendo a posição deficitária de US$138,5 milhões, observado em 1991. As vendas externas brasileiras para o mercado argentino cresceram 107,95% em 1992, saltando para US$3,08 bilhões, e as importações brasileiras de produtos argentinos aumentaram 4,49%, encerrando o ano em US$1,68 bilhão. Dessa forma, a Argentina, que absorveu 8,5% das exportações totais do país, passou a ser, individualmente, o segundo principal mercado para o Brasil, atrás apenas dos EUA. Em relação ao Paraguai, o superávit comercial brasileiro, em 1992, ficou em US$356,5 milhões, decorrente de exportações de US$541 milhões (mais 9%) e importações declinantes (menos 10%) de US$184,5 milhões. Quanto à balança comercial Brasil-Paraguai, o país saiu do déficit de US$97 milhões, de 1991, para um saldo de US$174,3 milhões em 1992. As exportações brasileiras para o mercado uruguaio atingiram US$517 milhões, com expansão de 53,45%, e as importações, um total de US$342,8 milhões, recuaram 21% (GM).