Os ministros das Relações Exteriores do Brasil e da República Popular da China, respectivamente Fernando Henrique Cardoso e Qian Qichen, assinaram ontem dois documentos-- um ajuste complementar ao acordo de cooperação econômica e tecnológica e um protocolo suplementar sobre a aprovação de pesquisa e produção de satélites de recursos da Terra. O Brasil pagou à China, no ano passado, US$2 milhões de dívidas atrasadas, o que viabilizou a assinatura do acordo. Em 1993, está previsto um aporte brasileiro ao projeto dos satélites de US$14 milhões. O custo total para o Brasil será de US$50 milhões, enquanto a China desembolsará US$100 milhões. Ficou decidido que a ELETROBRÁS e o Departamento de Cooperação Internacional do Ministério de Energia da China estabelecerão cooperação para realizar pesquisas e estudos sobre planejamento, construção, operação e administração de novas instalações ou organizações e gerenciamento de instalações já existentes. A cooperação também incluirá o setor privado. As empresas brasileiras de engenharia participarão com firmas chinesas do planejamento de sistema elétrico de ambos os países e formarão consórcios para se candidatarem à concorrência no setor elétrico do Brasil e da China (GM).