A segunda reunião ordinária da Comissão Parlamentar Conjunta do MERCOSUL, iniciada ontem em Brasília (DF) com a presença de 54 deputados e senadores do Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai, divulgará hoje um documento com recomendações aos presidentes dos quatro países nas áreas de transporte, política aduaneira e políticas compensatórias para produtos sensíveis, como a agricultura, no Brasil, a agroindústria, na Argentina, e a metalurgia, no Uruguai. Na avaliação do presidente da Comissão Parlamentar Conjunta do MERCOSUL, deputado Nelson Proença (PMDB- RS), já não se pensa mais em "mexer no cronograma" de implantação do mercado comum porque qualquer alteração na data da sua entrada em vigor, em 1o. de janeiro de 1995, poderia prejudicar os investimentos em andamento nos quatro países. Estender esse prazo vinha sendo a bandeira dos setores sensíveis da economia, que encontravam eco junto aos parlamentares ligados ao MERCOSUL. Buscar mecanismos de apoio a esses setores tem sido a nova tônica da comissão conjunta. Pensa-se num fundo, formado com um percentual (cerca de 2,5%) dos orçamentos nacionais dos quatro países, o que poderia render algo como US$6 bilhões para investimentos nos setores mais impactados (GM).