PRESIDENTE DO BNDES PEDE DEMISSÃO

O presidente do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), Antônio Barros de Castro, pediu demissão ontem. Ele acusou o Palácio do Planalto de baixar decretos que "tumultuaram e interromperam" o processo de privatização das empresas estatais. Em sua opinião, o programa de desestatização foi tratado como Impropriedade e incompetência". As críticas constam de uma carta encaminhada à ministra do Planejamento, Yeda Crusius. O texto traz duros ataques ao advogado-geral da União, José de Castro Ferreira, amigo íntimo do presidente Itamar Franco e responsável pela redação dos decretos que alteraram as regras dos leilões de privatização. Em entrevista, Castro Ferreira acusou Barros de Castro de querer seguir o programa de privatização sob as mesmas diretrizes adotadas pelo governo Collor. A saída do presidente do BNDES é mais uma vitória do chamado "grupo de Juiz de Fora", que cerca Itamar no Palácio, e representa o prosseguimento da implosão da equipe ligada ao ex-ministro da Fazenda, Paulo Haddad. Também ontem, a Comissão Diretora do Programa de Desestatização anunciou a retomada do programa de privatização, paralisado há três meses. O primeiro leilão do ano, quarto do governo Itamar, será o da POLIOLEFINAS, no próximo dia 19, na Bolsa de Valores do Rio de Janeiro (BVRJ). No próximo dia 11, a comissão definirá o preço mínimo de venda, as moedas de pagamento e a data do leilão da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN). Há dúvidas se haverá tempo hábil para os compradores se prepararem para o leilão da POLIOLEFINAS (FSP) (O ESP) (JB).