Os consumidores de baixa renda, que gastam menos de 60 quilowatts/hora de energia elétrica, poderão pagar apenas um preço simbólico pelo gás de cozinha (GLP) a partir de abril. Eles terão direito a um subsídio, em trono de 4% do salário-mínimo (Cr$68,4 mil), a ser descontado no valor do botijão de gás no ato da compra. Bastará apresentar a conta de luz, comprovando a faixa de consumo. A partir de hoje, com um reajuste de 14%, o botijão de gás custará Cr$65.537,52 na entrega normal a domicílio. Dois novos aumentos sairiam antes da entrada em vigor do subsídio. Se os dois forem também de 14%, o botijão passaria a custar cerca de Cr$84,4 mil. Como o subsídio é de Cr$68,4 mil, a população de baixa renda pagaria algo em torno de Cr$16 mil pelo botijão-- um subsídio de 81%. O subsídio será pago pelos consumidores de maior renda, ou seja, na faixa de consumo acima de 60 quilowatts/hora mensais. Para eles, o preço do botijão terá um aumento real (acima da inflação) de cerca de 20%. O sistema foi anunciado ontem pelo diretor do Departamento Nacional de Combustíveis (DNC), Marcelo Guimarães Neto. Segundo ele, a medida beneficiará cerca de três milhões de famílias, que representam 30% do consumo nacional do gás destinado ao uso residencial (O Globo).