RIO DE JANEIRO É PÓLO TECNOLÓGICO DE PONTA

Falta pouco para fazer do Rio de Janeiro um importante pólo de tecnologia de ponta. Já existem no estado os pré-requisitos para isso. No setor de química fina, por exemplo, há grandes indústrias e centros geradores de tecnologia com competência de Primeiro Mundo. O que falta é a interação. Isso é o que pensa o presidente da ABIFINA (Associação Brasileira das Indústrias de Química Fina), Nelson Brasil de Oliveira, que vê a formação do MERCOSUL como um espaço para discutir a questão. Estão no Rio de Janeiro indústrias nacionais de grande porte como a Cibran, que produz antibióticos; a Nortec, do grupo Norquisa, que fabrica anestésicos; a Inpal, de produtos farmacêuticos; a Microbiológica, que faz o AZT; o Instituto Santa Catarina, de fármacos para hematologia; a FCC (Fábrica Carioca de Catalizadores), única da América do Sul; a Adypel, também única fabricante nacional de pigmentos orgânicos; e a Getec, que produz o Sorbitol e manitol, entre outros utilizados na indústria alimentícia. E internacionais como a Sanofi, Cyanamid, Sandoz e Quimisintesa, todas de quimioterápicos; Bayer, Cyanamid, Dupont e Ciba- Geigy, de defensivos atrícolas. Oliveira lembra que os centros de pesquisa da UFRJ e da PETROBRÁS não tem nada a dever a quaisquer outros do mundo (JB).