CLINTON NOMEIA WATSON PARA A AMÉRICA LATINA

O presidente dos EUA, Bill Clinton, nomeou o embaixador Alexander Watson, 53 anos, secretário de Estado adjunto para Assuntos Latino-Americanos. O diplomata serve atualmente na missão norte-americana na ONU e ia ser nomeado novo embaixador dos EUA no Brasil. Watson já serviu no Brasil entre 1984 e 1986 como ministro-conselheiro da representação de Washington. Diplomata de carreira há 30 anos, Watson já foi embaixador norte-americano no Peru e serviu em outros cargos em La Paz, Bogotá, Brasília, San Domingos e Madri. A nomeação do responsável pela política dos EUA para a parte sul do Continente demorou 41 dias desde a posse do novo governo na Casa Branca devido às polêmicas provocadas por duas escolhas anteriores de Clinton para o cargo. O primeiro escolhido foi o norte-americano de origem cubana Mario Baeza, mas ele foi bombardeado pelo "lobby" anticastrista instalado em Miami, que o considerou simpático ao regime cubano. O pecado mortal de Baeza foi participar de um seminário em Havana com empresários norte- americanos. Uma segunda escolha, a diplomata Sally Shelton, também foi torpedeada pelo mesmo "lobby" por razões parecidas. Sally já desempenhara o cargo no governo do presidente Jimmy Carter (1977-1981). A escolha de Watson foi classificada como salomônica porque ele tem bom trânsito em vários países latino-americanos e nenhuma simpatia aparente por Fidel Castro. Watson trabalhará em estreita cooperação com Richard Feinberger, representante para a América Latina no Conselho de Segurança Nacional dos EUA. Feinberger divulgou um "paper" em que prega uma política norte- americana para os latino-americanos com ênfase na democracia, na luta contra a pobreza e na formação de blocos econômicos (JB) (O ESP).