O Tesouro Nacional terá um déficit em fevereiro de cerca de Cr$14 trilhões, devido a elevação dos gastos com o funcionalismo público, o pagamento de juros da dívida externa e uma tendência de queda de arrecadação dos impostos. Este foi o último dado oficial repassado pelo ex-ministro Paulo Haddad ao novo ministro da Fazenda, Eliseu Resende. Em fevereiro, a arrecadação do Tesouro ficou em Cr$53 trilhões-- Cr$1 trilhão inferior ao que foi arrecadado em janeiro-- mas 26% superior à registrada no mesmo mês de 92. A queda de arrecadação foi explicada porque o mês teve apenas 19 dias úteis. O déficit de fevereiro é o segundo registrado pelo Tesouro desde março de 1989 e também o segundo obtido pelo governo Itamar Franco. O primeiro déficit foi registrado em novembro do ano passado no valor de Cr$9,7 trilhões. Para cobrir o déficit registrado em fevereiro, o governo usou os Cr$2,5 trilhões de superávit fiscal que havia obtido em janeiro e mais Cr$11,5 trilhões de recursos que compõem a chamada remuneração de disponibilidades do Banco Central, ganho financeiro obtido pelo governo através de aplicação no mercado financeiro dos recursos do Tesouro. Em fevereiro, a folha de pessoal absorveu Cr$29 trilhões (Cr$17 trilhões em janeiro), e a dívida externa-- juros-- Cr$4 trilhões (Cr$2 trilhões em janeiro) (FSP).