O ministro da Fazenda, Eliseu Resende, garantiu ontem a manutenção do acordo da dívida externa com os bancos privados. Resende falou por telefone com o coordenador do Comitê Assessor dos Bancos, William Rhodes. O acordo prevê a renegociação de US$44 bilhões, dos quais US$24 bilhões junto a bancos que já comunicaram ao governo a adesão ao acordo, segundo o Banco Central. Em Nova Iorque (EUA), Rhodes confirmou o diálogo como o novo ministro. "Resende disse ainda que representantes do Ministério da Fazenda continuarão negociando com o Fundo Monetário Interncional a renegociação do acordo entre o FMI e o Brasil", afirmou. Não haverá, na avaliação do governo, empecilhos nas negociações com os credores devido à saída de Paulo Haddad. A manutenção dos compromissos da dívida externa consta do documento de 13 princípios de política econômica elaborado por Haddad e pelo ex-ministro Gustavo Krause. Resende será o quarto ministro a participar dos entendimentos com os bancos credores. O acordo foi fechado em nove de julho do ano passado pelo ex- ministro Marcílio Marques Moreira. O BC acredita que o acordo pode ser fechado até 15 de março, data estipulada para a adesão dos bancos responsáveis por 95% da dívida-- chamada de "massa crítica". As adesões representavam, até ontem, 55% da dívida, envolvendo 368 bancos, inclusive o Citibank-- maior credor privado. O Brasil deve a cerca de mil instituições financeiras externas. Os bancos escolhem entre sete instrumentos diferentes de renegociação da dívida, entre eles o bônus que prevê a redução de 35% do total da dívida. O governo brasileiro poderá pedir a revisão das opções, caso considere a distribuição desvantajosa (FSP).