Até 2003 o Brasil poderá reduzir em 30% o atual contingente do Exército. Essa força, de prováveis 137 mil homens, será necessariamente especializada, ágil e sobretudo profissionalizada, bem equipada e abastecida com informações de uma sofisticada rede de inteligência. O novo formato foi discutido, à margem da agenda oficial, pelos generais do Alto Comando, reunidos há duas semanas no Rio de Janeiro (RJ). Para os oficiais, a reordenação estratégica do mundo, provocada pelo fim da URSS, modifica as hipóteses de ação: sem um grande inimigo comum, as potências regionais precisam estar preparadas para enfrentamentos locais. No caso brasileiro, isso significa uma ampliação das atividades na Amazônia, vigilância do espaço aéreo, patrulhamento da plataforma marítima e engajamento no combate ao narcotráfico. O modelo ideal, para os generais, é o que está sendo adotado pela França e, de certa forma, incorporado pelos EUA. Ao invés de um exército convencional-- lento e atrelado à doutrina de "grande guerra"--, uma força terrestre capaz de entrar imediatamente em regime de alerta máximo e dar pronta resposta às ameaças (O ESP).