JUSTIÇA DENUNCIA PMs DO MASSACRE DE PRESOS

O comandante da operação que resultou no massacre do Carandiru, coronel Ubiratan Guimarães, e mais de 100 policiais-- entre oficiais e praças-- serão denunciados hoje pelo assassinato de 111 presos mortos pelas tropas de choque da Polícia Militar paulista no dia dois de outubro do ano passado, no Pavilhão 9 da Casa de Detenção. A maioria deles será enquadrada por homicídio qualificado, cuja pena prevista no Código Penal varia de 12 a 30 anos de reclusão. Os policiais serão acusados também por tentativa de homicídio contra 105 detentos que sobreviveram ao massacre, mas acabaram feridos a tiros pelas tropas de choque. Guimarães assumiu a responsabilidade pela ordem de invasão, depois de receber autorização do ex-secretário de Segurança Pública de São Paulo, Pedro Franco de Campos. O promotor Luiz Roque Lombardo Barbosa, responsável pela denúncia, vai determinar também que o comando da PM paulista indicie formalmente todos os policiais que participaram do massacre. A medida corrige o procedimento do presidente do Inquérito Policial Militar (IPM), coronel Luiz Gonzaga de Oliveira, que encerrou as investigações sem enquadrar nenhum dos responsáveis (JB).