A integração Brasil-Argentina estará dando mais um passo nos próximos meses, quando os dois países deverão começar a operar consulados conjuntos. Inicialmente, o teste será feito em representações dos EUA e do Canadá, mas se a experiência for bem-sucedida poderá ser expandida a outras nações e, inclusive, embaixadas. A medida tem também um fundo econômico, pois significaria uma considerável redução de despesas para as duas chancelarias, mas tem em si um objetivo político-diplomático: mostrar que há, efetivamente, entrosamento entre os dois países. Os primeiros consulados deverão estar funcionando conjuntamente até o final deste ano e, numa segunda etapa, deverá ser a vez dos países onde o Brasil ou a Argentina ainda não têm representação. Nesses casos, seria aberto apenas um escritório para as duas nações. Será assinado hoje, no Rio de Janeiro, um acordo para a compra de petróleo cru da Yacimientos Petrolíferos Fiscales (YPF), argentina, pela PETROBRÁS-- uma das alternativas para reduzir o déficit comercial entre os dois países, que, no ano passado, foi US$1,2 bilhão favorável ao Brasil-- e está em estudos a compra de gás natural argentino (GM).