CONGRESSO RECUSA REGISTRO DE NOVA FRENTE

O ramo de Vassouras (RJ), candidato à Coroa brasileira em caso de vitória da Monarquia no plebiscito de 21 de abril, foi excluído da campanha na televisão e no rádio. A exclusão no horário gratuito é resultado de decisão do presidente do Congresso Nacional, senador Humberto Lucena (PMDB-PB), que rejeitou a homologação da chamada Frente Monárquica d. Pedro 2o. O ramo de Vassouras da família imperial brasileira é ligada à Sociedade de Defesa da Tradição, Família e Propriedade (TFP). O senado Humberto Lucena usou como base de sua decisão dois argumentos: a Frente Parlamentarista Monárquica, liderada pelo deputado Cunha Bueno (sem partido-SP) e que apóia o ramo de Petrópolis (RJ) da família imperial, registrou-se primeiro e a documentação dos seguidores da TFP estaria incompleta. A disputa pela hipotética Coroa brasileira não ficará restrita à dividida família dos Orleans e Bragança, descendentes de d. Pedro 2o. O Centro de Resistência Negra Quilombo dos Palmares encaminhou ontem ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) um manifesto reivindicando apoio à campanha pela restauração do Reino de Palmares. Monarquistas por convicção, os integrantes da entidade, cuja sede fica em São Paulo, pretendem disputar com os Orleans e Bragança o direito de ocupar o trono brasileiro, caso o plebiscito defina a Monarquia como a nova forma de governo do país. O manifesto lembra a saga de Zumba e Zumbi, que reinaram por mais de 100 anos em Palmares, em Alagoas, e pretende assegurar o apoio dos integrantes do TSE para que, no caso da aprovação do regime monárquico, os chamados movimentos negros possam entrar na briga pela Coroa. O documento-- assinado pelo presidente do Centro de Resistência Negra, Ogã Neninho de Obaluayê- - sustenta que O Reino de Palmares teve tanta legitimidade quanto O Império comandado por d. Pedro 1o. e d. Pedro 2o. (FSP) (O ESP).