Os ministros da Economia e presidentes de bancos centrais das sete potências industriais, reunidas no G-7, reconheceram a necessidade de, juntos, combaterem a recessão mundial para estabilizar a economia e reverter a onda de desemprego que ameaça desencadear conflitos sociais no mundo desenvolvido. Num pronunciamento feito ao final da reunião, no último dia 27, em Londres, Norman Lamont, o ministro das Finanças britânico e anfitrião do encontro, declarou ter havido consenso entre os líderes internacionais, quanto aos principais desafios para a economia mundial recuperar suas taxas de expansão: "Precisamos de fortalecer um crescimento que seja não inflacionário, promover uma integração e coordenação das políticas monetárias de âmbito global, encorajar o livre comércio e abrir sistemas de investimentos", afirmou o ministro inglês. Num encontro, apelidado de reunião de reconhecimento mútuo-- já que, pela primeira vez, pôs frente a frente o novo secretário do Tesouro dos EUA, Lloyd Bentsen, e o ministro das finanças do Japão, Yoshiro Hayashi--, os líderes da economia mundial prepararam os temas que serão debatidos no novo encontro de abril, em Washington, e que servirão de base para a cúpula de chefes de Estado e governo do G-7, dois meses depois, em Tóquio. "Não vamos emitir nenhum comunicado porque, no momento, não há necessidade", declarou Lamont (O ESP).