SATÉLITE BRASILEIRO É LANÇADO NOS EUA

O lançamento do primeiro satélite brasileiro de coleta de dados ambientais, o SCD-1, foi realizado com sucesso às 11h45 de ontem, da base do Kennedy Space Center, na Flórida (EUA). Ele separou-se do foguete Pegasus e entrou em órbita, a 750 km de altura, sobre a região das Bermudas. O satélite, projetado e desenvolvido pelo INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), é o primeiro de uma série de quatro previstos na Missão Espacial Completa Brasileira (MECB). Deveria ter sido lançado desde 1989. Até dezembro de 1991, quando ficou pronto finalmente o SCD-1, no projeto de satélites do INPE foram investidos US$150 milhões. A operação de lançamento custou US$13,5 milhões ao governo brasileiro. A MECB previa lançar o primeiro satélite com foguete próprio, mas o lançador projetado pelo CTA (Centro Técnico Aeroespacial) não ficou pronto. O Ministério da Aeronáutica e a Comissão Brasileira de Atividades Espaciais (COBAE) querem agora acelerar o desenvolvimento do foguete para viabilizar o lançamento do segundo satélite. Em Brasília, o ministro da Ciência e Tecnologia, Israel Vargas, anunciou que o Brasil quer disputar o mercado mundial de lançamento de pequenos satélites. Mas para isso seria necessário aplicar US$50 milhões na conclusão da Base de Alcântara e construção do foguete VLS (Veículo Lançador de Satélite), recursos não previstos no orçamento para este ano. Segundo o ministro, a idéia é de que em três anos o Brasil seja auto- suficiente na área espacial. O SCD-1, que tem vida útil de um ano, dispõe de 250 canais mais vai usar somente 28 no início. A venda dos outros canais está sendo estudada. Ele vai retransmitir dados metereológicos e informações sobre a camada de ozônio, as queimadas e o nível do mar (GM) (JB).