A Polícia Federal prendeu ontem no Centro do Rio de Janeiro (capital) os advogados Sérgio Fernandes e Tânia Fernandes (marido e mulher), acusados de sacar irregularmente recursos do FGTS em nome de 12 mil funcionários públicos do Rio e de Minas Gerais. O saque irregular chega a Cr$420 bilhões. Os dois advogados estão presos temporariamente na sede da PF no Rio. O mandado de prisão foi expedido pelo juiz André Koslowsky, da 5a. Vara Federal. Um terceiro advogado, Nélson Lavras Moço, sócio do casal, está sendo procurado. A descoberta dos saques foi feita por funcionários da MinasCaixa, que ao conferirem seus extratos, verificaram que suas contas haviam sido zeradas. Os saques só puderam ser feitos porque a juíza Tanira Vargas, da 20a. Vara Federal do Rio, concedeu liminar autorizando o resgate para dois mil funcionários da FEEM (Fundação Estadual de Educação do Menor). Os dois advogados acrescentaram ao processo da FEEM listagens de funcionários da MinasCaixa e outras empresas. Os saques foram feitos na agência da CEF que funciona no prédio do Ministério da Fazenda, no Centro do Rio de Janeiro (O Globo).