O governador do Rio de Janeiro, Leonel Brizola (PDT), pretende liderar uma campanha paralela em defesa do presidencialismo. Ele disse ontem que não subirá no mesmo palanque do presidente nacional do PMDB, Orestes Quércia. Brizola anunciou que o PDT fechou questão em torno de um "presidencialismo com reformas". A principal mudança defendida pelos predetistas é de que as eleições, tanto para o Executivo quanto para o Legislativo, sejam simultâneas. "Com eleições simultâneas o povo terá a oportunidade de passar o Brasil a limpo, mandando os políticos ruins para casa", disse Brizola. A campanha em defesa do presidencialismo vai começar juntamente com duas ações, encabeçadas pelo PDT, contra a antecipação e a regulamentação do plebiscito-- com data marcada para o próximo dia 21 de abril e já apresentadas ao STF. A lei, já sancionada parcialmente pelo presidente Itamar Franco, "dá mais força a estas tais frentes do que aos partidos políticos", afirmou Brizola. O presidente da Frente Parlamentarista Ulysses Guimarães, senador José Richa (PSDB-PR), ameaçou renunciar ao comando da frente durante reunião realizada em São Paulo no último dia oito. Dois problemas criaram uma crise na direção parlamentarista: a queda nas pesquisas de opinião e a dificuldade de arrecadação de contribuições financeiras. Richa sugeriu que o governador de São Paulo, Luiz Antônio Fleury Filho (PMDB), assuma o comando da Frente (FSP).