O corregedor-geral Raymundo Nonato Noronha é responsável por um prejuízo de pelo menos Cr$1 trilhão aos cofres públicos, segundo denúncia de fiscais do extinto Instituto do Açúcar e do Álcool (IAA). De acordo com a acusação-- enviada em carta ao presidente Itamar Franco--, o governo deixou de arrecadar tributos da indústria açucareira nos últimos dois anos porque Nonato arquivou e anulou cerca de 600 processos contra usinas e destilarias, quando era secretário-adjunto da Secretaria de Desenvolvimento Regional no governo Collor. Na época, seu assessor era Pedro Robélio de Melo, acusado de participar do "esquema PC" (O Globo).