GOVERNO AUMENTARÁ IMPOSTO PARA DESESTIMULAR O FUNDÃO

A equipe econômica do governo quer desestimular as aplicações diárias no mercado financeiro, como as do "fundão", elevando a tributação sobre esses investimentos. Os novos títulos públicos que estão em exame, com o objetivo de alongar o prazo da dívida do governo, podem ser lastreados nas reservas internacionais (ouro e dólar), mas sem garantia de recompra diária pelo Banco Central, como acontece hoje. O programa de estabilização prevê várias medidas para derrubar a inflação, como a criação de um mecanismo para segurar os preços. Como o governo afasta a hipótese de congelamento, os técnicos cogitam criar uma âncora cambial ou monetária. Na primeira, o governo estabeleceria o preço do dólar, enquanto na segunda limitaria a emissão de moeda. O ministro da Fazenda, Paulo Haddad, negou divergências com o presidente Itamar Franco. "Não existe Plano Haddad. O que existe é o plano econômico do governo Itamar Franco". O presidente, por sua vez, após elogiar o ministro, disse ontem que o país não pode mais aguentar uma inflação no patamar em que está por mais de três ou quatro meses. Por isso, exigirá rapidez na implantação do plano. O ministro da Fazenda disse que precisa de pelo menos 60 dias para dar início à aplicação de um plano de estabilização da economia que possa resultar na queda da inflação (JB) (O Globo).