O ministro da Agricultura, Lázaro Barbosa, informou ontem que o governo irá rever os contratos firmados pelo INCRA durante o governo Collor. "Ou houve alguma irresponsabilidade, com o comprometimento de recursos acima do orçamento previsto, ou irresponsabilidade maior, com contratos apenas para beneficiar empreiteiras", disse Barbosa. Cerca de metade das obras está parada por falta de recursos ou à espera de reavaliação. O INCRA necessitaria de Cr$2 trilhões em caixa para atender os compromissos assumidos, dinheiro que não dispõe. Os trabalhos inacabados incluem estradas e outras obras de infra-estrutura para tornar viáveis os assentamentos de trabalhadores sem-terra, como escolas e postos de saúde. Segundo o ministro, serão mantidas em andamento as obras consideradas prioritárias, como vias de acesso, demarcação de áreas em desapropriação, recursos de manutenção dos assentados até a primeira colheita no terreno e investimentos em moradia (O ESP).