O salário-mínimo de março deverá ser reajustado em 36,62%, subindo para Cr$1.708.706,34, valor que poderá ser arrendondado e que corresponde a 60% do Índice de Reajuste do Salário-Mínimo (IRSM) acumulado em janeiro e fevereiro. Segundo o IBGE, em fevereiro, o IRSM, que espelha a inflação para as famílias que ganham até dois salários-mínimos, teve alta de 25,89%, taxa 2,02 pontos percentuais abaixo da de janeiro (27,91%). As categorias com data-base em janeiro, maio e setembro terão antecipação bimestral de 36,62% na parcela dos salários correspondentes a seis mínimos (Cr$10,2 milhões). Quem recebe acima disso terá apenas a parcela fixa de aproximadamente Cr$3,7 milhões. As categorias com data-base em março, julho e novembro terão antecipação quadrimestral de 148,79% na parcela de até seis salários-mínimos. Para os ganhos superiores a esse valor, haverá apenas o acréscimo de parcela fixa de cerca de Cr$15,2 milhões. O IBGE também divulgou ontem o IPCA-E (Índice de Preços ao Consumidor Amplo Especial), que ficou em 26,72% em fevereiro. O INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) ficou em 26,05% este mês. Com o reajuste da Ufir "cheia" em 26,72%, a tabela do Imposto de Renda na fonte para março vai isentar rendimentos líquidos-- descontados dependentes e contribuição à Previdência Social-- até Cr$12.161.360,00. Cada dependente dá direito a abater Cr$486.455,00. Aposentados com 65 anos ou mais abate um adicional de Cr$12.161.360,00. Da faixa de Cr$12.161.360,00 até Cr$23.714.652,00, a alíquota é de 15% e a parcela a deduzir de Cr$1.824.204,00. Na faixa mais alta a alíquota é de 25% e a parcela a deduzir de Cr$4.195.669,00 (O ESP) (FSP).