Se a Monarquia vencer o plebiscito de 21 de abril, o absolutismo passará a vigorar no Brasil: o rei terá poderes para nomear, após aprovação pelo Senado, magistrados, governadores, o procurador-geral do Reino, o presidente e os diretores do Banco Central, os chefes de missão diplomática de caráter permanente e os titulares de outros cargos que a lei determinar. O monarca, que exercerá o Poder Moderador, terá o Comando Supremo das Forças Armadas, nomeará e destituirá o primeiro-ministro, além de dissolver, ouvido o Conselho de Estado, a Câmara dos Deputados, bem como convocar eleições. Esse é o teor do projeto monarquista, apresentado ontem, no Rio de Janeiro, ao presidente da ABI (Associação Brasileira de Imprensa), Barbosa Lima Sobrinho, pelos príncipes d. Manoel, d. João Henrique e d. Eudes de Orleans e Bragança e o deputado Cunha Bueno (sem partido-SP). Os três integrantes da família Orleans e Bragança que estiveram na ABI não são candidatos ao trono (JB).