OS ARGUMENTOS DA DEFESA DE COLLOR

O ex-presidente Fernando Collor, seu ex-secretário particular Cláudio Vieira e o empresário Paulo César Farias usaram os mesmos argumentos na defesa que enviaram ao Supremo Tribunal Federal (STF) contra a denúncia apresentada pelo procurador-geral da República, Aristides Junqueira. Os três pediram o arquivamento da denúncia, em que são acusados de corrupção e formação de quadrilha, afirmando que Junqueira não conseguiu provar que Collor teria beneficiado empresários em troca de favores ou dinheiro. Na defesa de Collor, o advogado Evaristo de Moraes Filho diz que o ex-presidente não poderia ter sido denunciado por corrupção passiva, porque a acusação não indicou casos concretos em que ele tivesse concedido favores a empresas em troca de vantagens. Em Maceió (AL), o juiz da 4a. Vara da Justiça Federal de Alagoas, Sebastião Vasquez, aceitou a denúncia da Procuradoria da República e instaurou processo contra a ex-primeira-dama Rosane Collor. Ela será julgada por formação de quadrilha e desvio de verbas da Legião Brasileira de Assistência (LBA). Em Brasília (DF), a Polícia Federal indiciou o ex-presidente do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal (CEF), Lafaiete Coutinho, por crime de concussão (extorsão praticada por funcionário público). Quando presidia a CEF, Coutinho exigiu US$3 milhões da Credicard para o "esquema PC" (FSP) (O Globo) (JB).