O ministro da Justiça, Maurício Corrêa, disse ontem que o Exército não vai ajudar nas buscas dos assassinos de Chico Mendes, como queria o governador do Acre, Romildo Magalhães. Ao contrário do governador, o ministro considera desnecessário que o Exército seja acionado para prender apenas duas pessoas-- Darly Alves da Silva e Darci Alves Pereira. O advogado dos assassinos de Chico Mendes, Rubens Lopes Torres, disse ontem que Darly vai se entregar à polícia e voltar à prisão em Rio Branco (AC) depois do dia três de abril. O advogado disse que Darly e seu filho estão fora do Brasil em um país da América do Sul, excluindo a Bolívia, por ser "muito perto do Acre". Ele afirmou que a data de apresentação de Darly foi definida porque neste prazo prescreve a pena de 12 a 20 anos de prisão à qual ele está sujeito por homicídio de um corretor de imóveis em Umuarama (PR). A Justiça paranaense diz que a pena prescreverá apenas no ano 2000 (O Globo) (FSP).