O procurador-geral da República, Aristides Junqueira, pediu ontem à Polícia Federal a abertura de inquérito para investigar o assassinato do advogado Paulo Coelho, no último dia 20 em Boa Vista (RR). Horas antes de morrer, Paulo Coelho foi eleito conselheiro federal da OAB. O advogado estava marcado para morrer porque defendia os direitos humanos e lutava pela dissolução do Tribunal de Justiça de Roraima, acusado pela OAB de ter desembargadores sem condições de atuar no cargo. A conselheira federal da OAB, Maria Helena Veronesi Rodrigues, disse que Paulo Coelho deixou uma gravação responsabilizando integrantes do Tribunal de Justiça de Roraima por sua morte (JB).